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Instrutora de tênis Dorense estreia como árbitra da ITF

Publicada em 28 de setembro de 2016.

Mestranda em Educação Física na UFSM, Juliana Appel tem o tênis como seu foco profissional desde muito antes de concluir a graduação. Em 2008, conquistou a habilitação de árbitra nível 1 da ITF (International Tennis Federation).
Entre os dias 30 de julho e 3 de agosto, Juliana integrou a equipe de arbitragem do Brasil Tennis Cup, campeonato que faz parte do circuito da Women’s Tennis Association. A competição foi realizada em Florianópolis, no estado de Santa Catarina, e foi a quarta edição consecutiva depois de onze anos de recesso.

Como foi sua primeira experiência em arbitragem oficial, Juliana atuou como árbitra de linha. Segundo ela, é de praxe deixar os iniciantes cuidarem das linhas laterais, como aconteceu com ela. “Foi tenso, porque assim, ó, tu fica na tua linha, mas o juiz de cadeira fica te cuidando, te avaliando”, recorda.

Na fase inicial do campeonato, cada jogo contava com cinco juízes, o que significava que os responsáveis pelas linhas laterais precisavam cuidar de toda a extensão da quadra. Na medida em que a competição avançou, o número de juízes subia para sete, aliviando a responsabilidade dos laterais para apenas meia quadra. “No primeiro e no segundo dia foi meio complicado. Além de ter um bom olho, tem que fazer os gestos, né? Se é boa, se é fora [...] Até tu coordenar demora um pouco, né? Mas depois, no terceiro dia, no quarto, tava automatizado, tranquilo”, explica Juliana.

Aprendizado e valorização da arbitragem
Ao fazer um balanço geral dos dias nos quais arbitrou, Juliana Appel garante que o saldo foi muito positivo. Um dos pontos destacados pela professora dorense foi que a maioria dos companheiros árbitros não era iniciante. Logo, ela pode absorver muito conhecimento prático dos demais.

Mesmo como adepta e fã do esporte, Juliana aproveitou. “Tu vê o jogo de dentro da quadra, vê os melhores do mundo”, conta ela. Além disso, ao participar da arbitragem, ela garante ter percebido de forma muito mais completa como o jogo funciona. “O que foi legal foi colocar em prática o que eu aprendi há muito tempo e deu pra fazer bastante contatos. Eu conversei bastante com o irmão do Guga”, avalia.

Como muitos dos árbitros da Brasil Tennis Cup participaria das Paralimpíada Rio 2016, uma colega indagou à instrutora dorense se ela iria. Juliana explicou que, por ter o compromisso com as turmas do Clube Dores, além do mestrado, não poderia. Entretanto, daqui alguns anos ela não descarta a possibilidade de arbitrar profissionalmente. “Quem sabe no futuro?”, sugere Juliana.

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