Clube Dores

Mãos que salvam

Publicada em 11 de maio de 2017.

No dia 8 de abril, a Escola de Educação Infantil Doritos ofereceu, em parceria com o projeto “Mãos que salvam”, um curso de primeiros socorros para professores, mães e pais de alunos. A iniciativa busca disseminar o conhecimento das técnicas e manejo de Suporte Básico de Vida para crianças, adolescentes e adultos. Devido à importância do tema e pioneirismo da escola, a RBS TV de Santa Maria realizou a cobertura da palestra, que se estendeu por toda a manhã de sábado.

O técnico em Segurança do Trabalho do Clube Dores e integrante do Mãos que salvam, Rodrigo Cezar Silva, conta que o projeto existe desde o final de 2016 e visa o meio escolar. "A ideia é para tentar mudar um pouco a consciência, porque as crianças são o futuro [...] porque ensinando essa criança, ela vai, automaticamente, falar para os pais, em casa", argumenta. Como a Doritos é uma escola de Educação Infantil, os alunos são muito pequenos para esse tipo de instrução. Assim, Rodrigo, junto as professoras da direção da escola, resolveram oferecer o treinamento para o segundo elo da cadeia, os pais.

PREPARAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO
Em outras ocasiões, a Doritos já havia oferecido treinamentos análogos ao do dia 8 de abril. Entretanto, o foco foi a capacitação de funcionários. Entretanto, tendo em vista a parceria com o Mãos que salvam, a diretora da escola, Marilene Moraes, conta que foi possível ampliar. “Este ano, com a possibilidade de trazer alguma coisa a mais, nós pensamos em estender aos pais. Porque, se for pensar, nós nos colocamos numa situação de risco, porque nós temos que resolver aquilo [uma situação de parada cardiorrespiratória] imediatamente e não pensar muito.Simplesmente partir para a prática e solucionar", reflete a diretora.

Tanto na escola como em casa, a obstrução das vias aéreas e engasgamento ao engolir algum objeto é um risco presente, ao se tratar de crianças pequenas. Marilene ressalta a importância do cumprimento do regulamento de uniformes, nesse quesito. Mesmo que os brinquedos da escola sejam meticulosamente dentro dos parâmetros, uma criança que vá à aula com uma roupa diferente, com um detalhe metálico que possa ser arrancado, ou mesmo um brinco, pode causa um acidente. "Todo o regulamento tem um motivo", resume.

A SATISFAÇÃO DO APRENDIZADO
A coordenadora pedagógica da Doritos, Michelle Turra, destaca a importância de um trabalho prático de saúde na vivência dos professores da Educação Infantil. “Por que não trazer para nós, também, para a nossa formação de professores, a questão dos primeiros socorros, dos temas da saúde, que estão diretamente ligados com o nosso trabalho aqui?", indaga a coordenadora. Segundo ela, a formação continuada dos docentes frequentemente é voltada as questões teóricas, mas a parte prática acaba por ser deficitária. O agradecimento feito por Michelle, em nome das professoras, é justamente pelo destaque do treinamento aos temas do dia-a-dia das crianças.

Assim como os professores, a coordenadora pedagógica garante que os pais ficaram satisfeitíssimos com o trabalho. Segundo Michelle, cada pai tinha interesse em saber como proceder com o socorro de crianças da idade de seus filhos. Demanda essa, que foi satisfeita pelos voluntários do Mãos que salvam, pois as dúvidas foram sanadas individualmente. "Todos eles tiraram dúvidas. Teve o atendimento de pai por pai", salienta.

A IMPORTÂNCIA DO PRIMEIRO ATENDIMENTO
A American Hearth Association (AHA), instituição que regulamenta o atendimento cardíaco de emergência em cerca de 47 países, sugere que, além dos profissionais da área da Saúde, pessoas leigas devem ter conhecimentos de reanimação cardiopulmonar.

O enfermeiro Giovane Souza da Silva, especialista em Urgência, Emergência e Trauma e Instrutor de BLS (Basic Life Support ou suporte básico de vida) da AHA, explica com números o porque da recomendação. "Hoje, em torno de 86% das paradas cardíacas acontecem no domicílio das pessoas. Não é no hospital, não é dentro do Pronto Socorro. É no domicílio. E quem está lá? São os familiares, são os amigos, são os vizinhos", esclarece.

Segundo Giovane, a cada minuto sem atendimento, o paciente perde 10% da chance de sobreviver sem traumas. "Se acontece algum fato dessa natureza, essas pessoas vão ser o diferencial na vida de um paciente que entra em parada cardiorrespiratória”, conclui.


 

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